O ultrassom terapêutico é um dos recursos mais conhecidos da fisioterapia — e também um dos mais mal-entendidos. Não tem relação com o exame de imagem que carrega o mesmo nome: aqui, o objetivo é terapêutico, não diagnóstico.
Como funciona
O equipamento emite ondas sonoras de baixa intensidade que penetram nos tecidos, gerando um efeito térmico e mecânico local. Esse estímulo pode auxiliar na circulação sanguínea da região e contribuir para o processo de recuperação dos tecidos.
Ultrassom contínuo x pulsado
Existem dois modos principais de aplicação: o modo contínuo, que gera mais efeito térmico, e o modo pulsado, com efeito predominantemente mecânico. A escolha depende do objetivo do tratamento — fases mais agudas costumam pedir o modo pulsado, enquanto quadros mais crônicos podem se beneficiar do modo contínuo.
Para que é indicado
- Auxiliar na redução de processos inflamatórios localizados
- Contribuir para a recuperação de lesões musculares e articulares
- Apoiar o tratamento de tendinites
- Preparar o tecido para outras técnicas dentro da mesma sessão
Como é a aplicação
O aparelho é passado diretamente sobre a pele, com um gel condutor, na região da queixa. É um procedimento indolor — a maioria das pessoas relata apenas uma leve sensação de calor —, geralmente combinado com outras técnicas na mesma sessão.
Faz parte de um plano maior
Como a maioria dos recursos tecnológicos da fisioterapia, o ultrassom funciona melhor como parte de um plano de tratamento estruturado. Isoladamente, pode auxiliar no conforto da região, mas o resultado mais consistente vem da combinação com exercícios que tratam a causa da queixa.